Um feixe de luz branca penetrou meus olhos com ardência... Senti braços fortes me segurando e me virando, tentei falar... Não consegui. Senti que de minha boca saia uma voz (que não era minha) que me irritava, mas não podia parar sentia-me mal naquela posição. Lentamente, os braços me reposicionaram, transferindo meu corpo mole e frágil para alguém mais cuidadoso. Ali, senti-me bem. Mãos carinhosas me abraçavam. Eu era coberto de calor humano. Lábios delicados encostaram em minha cabeça. Ali, senti-me protegido. Ainda não conseguia abrir os olhos, mas já não chorava mais, a dor passara, tudo de ruim se fora. Intimamente prometi: seja de quem for as mãos que naquele momento envolveram meu corpo em um torpor de tranquilidade infinita, eu nunca a deixaria. Mesmo sem vê-la, sabia que era uma pessoa boa sabia que poderia contar com ela para tudo sabia que ela sempre, sempre, estaria comigo. Chamei-a de Mãe. Continua em [Minhas Criações] #70 - Pai ...
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